quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Marchinhas de Carnaval

Vejo gente reclamando, neste carnaval, da "censura" a marchinhas de carnaval tradicionais.

Também acho errado a censura. Vamos ver as marchinhas censuradas:

O TEU CABELO NÃO NEGA
O teu cabelo não nega, mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata, eu quero o teu amor

Tens um sabor bem do Brasil
Tens a alma cor de anil
Mulata, mulatinha, meu amor
Fui nomeado teu tenente interventor

Quem te inventou, meu pancadão
Teve uma consagração
A lua te invejando faz careta
Porque, mulata, tu não és deste planeta

Quando, meu bem, vieste à Terra
Portugal declarou guerra
A concorrência, então, foi colossal
Vasco da Gama contra o batalhão naval

Uma linda marchinha, comparando a cor negra dos afro-descendentes a uma doença, mas que não pega e tratando a mulher negra como um objeto.

OLHA A CABELEIRA DO ZEZÉ
Olha a cabeleira do Zezé
Será que ele é?
Será que ele é?

Olha a cabeleira do Zezé
Será que ele é?
Será que ele é?

Será que ele é bossa nova?
Será que ele é Maomé?
Parece que é transviado
Mas isso eu não sei se ele é

Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!

Uma linda marchinha homofóbica e preconceituosa com homens que têm cabelos compridos.

MARIA SAPATÃO
Maria Sapatão
Sapatão, Sapatão
De dia é Maria
De noite é João

O sapatão está na moda
O mundo aplaudiu
É um barato, é um sucesso
Dentro e fora do Brasil

Uma linda marchinha homofóbica.

Mas eu não acho censura algo legal.

Acho que se as pessoas tivessem o MÍNIMO de bom senso a censura não seria necessária. Só que as pessoas não têm bom senso.

As pessoas, em sua grande maioria, acha bonitinho ridicularizar outras pessoas. Por isso a censura é necessária.

A censura se torna necessária para compensar a falta de pensamento de quem acha legal ser escroto.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Como e porque se faz sacrifício em Candomblé

Judeus comem apenas alimentos kasher (ou kosher), incluindo as carnes, que devem ser da forma preconizada na halachá (lei judaica).
Muçulmanos comem alimentos halal.
A forma ritualizada de matar estes animais se chama shechita no judaísmo e dhabihah no islamismo.
O Candomblé também tem uma forma ritualizada de matar os animais que nos servirão de alimento.
Esta forma ritualizada serve para sacralizar aquele alimento, tornando-o válido para a alimentação de um iniciado em Candomblé.
Devemos levar em consideração que o Candomblé deriva do culto aos Orixás, Minkissi, Akixi, Voduns etc, praticado na África faz mais de 2.000 anos.
Nosso povo dependia da caça para se manter e quando se tinha uma boa caça isso era considerado uma benção de nossos orixás.
Hoje não precisamos mais caçar, mas, exceto por isso, mantemos o resto da ritualística, como memória cultural e respeito aos nossos orixás.
Escolhemos um animal saudável, agradecemos aos orixás pela benção de termos comida em nossa mesa, pedimos perdão ao animal por tirar sua vida ao mesmo tempo que agradecemos ao animal por dar sua vida para alimentar nossa família ou nossa comunidade (lembre-se que a origem de nosso rito é um rito tribal).
Tiramos a vida do animal da forma mais rápida e indolor possível. Por isso nossos obés (facas) são tão bem afiados.
Retiramos do animal as partes que culturalmente nosso povo não come (em quase todos os povos africanos não se come cabeça de animais ou as patas e se evita ingerir o sangue).
Estas partes que não comemos são as partes que oferecemos aos orixás como agradecimento pela fartura em nossa mesa. O sangue em geral é vertido sobre os assentamentos dos orixás. O sangue dos animais sacrificados é usado de várias formas em nossa ritualística, mas em geral ele não é ingerido.
O couro do animal é seco e usado em nossos tambores (ilus, ngomas etc) e a carne é consumida. Deve ser TODA consumida. Não deve estragar nada para que a morte do animal não tenha sido em vão.
Quando o sacrifício é pequeno, tipo um frango ou dois, em geral é comido pelos próprios integrantes do barracão (nome genérico dado aos nossos templos, mais corretamente chamados de Ilê Axé, Nzo, Kwe etc).
Quando são animais maiores ou em grande quantidade costumamos distribuir carne para todos que batem à nossa porta e pedem, bem como para a comunidade no entorno de nossos barracões. Aprendemos desde cedo que aquela benção, de ter comida em nossa mesa, se não estamos dispostos a compartilhar com nosso próximo, isto mostra que não merecemos e os orixás podem deixar de nos abençoar.
Aí você diz que candomblecista também compra carne no mercado e eu te respondo que sim. Nossa religião é uma religião de sobreviventes. Sobrevivemos à escravidão escondendo nossa fé. Precisamos comer e nem sempre temos como organizar um ritual para matar cada animal que vamos comer.
Mas se você vir alguém fazendo crueldade com qualquer forma de vida que seja, tenha certeza de que isso NÃO É CANDOMBLÉ! O Candomblé é regido pelo respeito à vida e à natureza.

Tiago de Ogunjá

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Terremoto no Ceará

O Governo Brasileiro instalou um sistema de medição e controle de abalos sísmicos no país. O Centro Sísmico Nacional, poucos dias após entrar em funcionamento, já detectou que haveria um grande terremoto no Nordeste.

Assim, enviou um telegrama à delegacia de polícia de Icó, no Ceará, com a seguinte mensagem:

"Urgente.

Possível movimento sísmico na zona.
Muito perigoso. 7 na escala Richter.
Epicentro a 3km da cidade. Tomem medidas e informem resultados."

Somente uma semana depois, o Centro Sísmico recebeu um telegrama que dizia:

"Aqui é da Polícia de Icó.
Movimento sísmico totalmente desarticulado.
Richter tentou fugir, mas foi abatido a tiros.
Desativamos a zona. Todas as putas estão presas.
Epicentro, Epifânio, Epicleison e os outros cinco irmãos estão detidos.

Não respondemos antes porque teve um terremoto da porra aqui !!"

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Incoerência, a gente vê por aqui

Eu poderia fazer como vários ativistas. Escrever uma fanfic absurdamente fantasiosa e inverossímil para provar a minha opinião. Não vou fazer. Vou apenas expor fatos e pensar a respeito deles.

Peguei o ônibus para o trabalho. O único lugar vazio era atrás de duas adolescentes, que como todo adolescente faziam questão de bater papo num volume que pelo menos 1/3 do ônibus escutava a conversa. A conversa era sobre a vida sexual de uma delas, que estava falando que havia transado com o Fulaninho, aquele que vive sem camisa, com o Beltrano, aquele, irmão da Beltrana, com o Ciclano etc, e repetiu umas vezes que "meu corpo minhas regras" e que ela é livre para transar com quem ela quiser. Nem acredito que ela tenha transado tanto assim. Acho que o discurso, principalmente alto daquele jeito, era para chocar os velhos que estavam no ônibus. Pouco depois da Av. Maracanã a amiga dela saltou, ela enfiou o fone de ouvido, colocou uma música (ruim) e começou a cantarolar.

"Tava no fluxo, encontrei a novinha no grau, sabe o que ela quer, pau, pau, pau, ela quer pau, pau, pau..."

Buguei.
Não entendi.
Cara, a expressão "no grau" quer dizer bêbado ou drogado. A música prega que mulher que está bêbada ou drogada está querendo pau, isto é, está querendo ser comida.
Pqp! Como uma pessoa que defende liberdade sexual pode ouvir e achar legal este lixo (que eu não consigo considerar como música, não importa o que me digam)?

Filha, olha só, a mensagem que você está passando é: olha, sou moderna, acho que tenho direito de transar com quem eu quiser mas se eu beber ou me drogar e estiver sem a menor condição de tomar decisão eu estou querendo pau...

Chegou meu ponto e eu desci pensando: porra, Deus, se tivesse deixado os dinossauros aqui o planeta tava melhor.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Depilação masculina

Encontrei este texto na Internet, achei o máximo e colei aqui.  Não tenho a menor idéia de quem seja o autor, mas acho o texto sensacional.

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Estava eu assistindo TV numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada o que fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando minha esposa deitou ao meu lado e ficou brincando com minhas "partes".

Após alguns minutos ela veio com a seguinte idéia: Por que não depilamos seus ovinhos, assim eu poderia fazer "outras coisas" com eles.

Aquela frase foi igual um sino na minha cabeça.

Por alguns segundos fiquei imaginando o que seriam "outras coisas". Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu não tive mais como negar. Concordei.

Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei olhando para TV, porém minha mente estava vagando pelas novas sensações e só acordei quando escutei o beep do microondas.

Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de "dona da situação" que deixaria qualquer médico urologista sentindo-se como residente.

Fiquei tranqüilo e autorizei o restante do processo.

Pediu para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e liberasse o acesso à zona do agrião.

Pegou meus ovinhos como quem pega duas bolinhas de porcelana e começou a passar cera morna. Achei aquela sensação maravilhosa!

O Sr. Pinto já estava todo "pimpão" como quem diz: "sou o próximo da fila!!"

Pelo início, fiquei imaginando quais seriam as "outras coisas" que viriam.

Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou ambos no plástico com tanto cuidado que eu achei que iria levá-los para viagem.

Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica de prazer: Na Tailândia, na China ou pela Internet mesmo.

Porém, alguns segundos depois ela esticou o saquinho para um lado e deu um puxão repentino.

Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro PUTAQUEOPARIU! quase falado letra por letra.

Olhei para o plástico para ver se o couro do meu saco não tinha ficado grudado na cera.

Ela disse que ainda restaram alguns pelinhos, e que precisava passar de novo.
Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!

Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito em minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazônica em extinção, e fui para o banheiro.

Sentia o coração bater nos ovos. Abri o chuveiro e foi a primeira vez que eu molho o saco antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos só deixando a água escorrer pelo meu corpo.

Saí do banho, mas nesses momentos de dor qualquer homem vira um bebezinho novo: faz merda atrás de merda.

Peguei meu gel pós barba com camomila "que acalma a pele", enchi as mãos e passei nos ovos...

Foi como se tivesse passado molho de pimenta!

Sentei na privada, peguei a toalha de rosto e fiquei abanando os ovos como quem abana um boxeador no 10° round. Olhei para meu pinto. Ele era tão alegrinho minutos atrás, estava tão pequeno agora que mais parecia que eu tinha saído de uma piscina 5 graus abaixo de zero.

Nesse momento minha esposa bate na porta do banheiro e perguntou o que estava acontecendo. Aquela voz antes aveludada ficou igual um carrasco mandando eu entregar o presidente da revolução.

Saí do banheiro e voltei para o quarto. Ela estava argumentado que os pelos tinham saído pelas raízes, que demorariam voltar a nascer.

"Pela espessura da pele do meu saco, meus netos irão nascer sem pelos nos ovos", respondi.

Ela pediu para olhar como estavam. Eu falei para olhar com meio metro de distância e sem tocar em nada!

Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta). Naquele momento sexo para mim seria apenas para perpetuar a espécie humana.

No outro dia pela manhã fui me arrumar para ir trabalhar. Os ovos estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros.

Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca antes visitados. Tentei colocar a cueca, mas nada feito. Procurei alguma cueca de veludo e nada. Vesti a calça mais folgada que achei no armário e fui trabalhar sem cueca mesmo.

Entrei na minha seção andando igual um cowboy cagado. Falei bom dia para todos, mas sem olhar nos olhos.

E passei o dia inteiro trabalhando em pé com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.

Resultado, certas coisas devem ser feitas somente pelas mulheres. Não adianta tentar misturar os universos masculino e feminino.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Piadinha BDSM


Um sádico, um masoquista, um assassino, um necrófilo, um zoófilo e um piromaníaco estão sentados num banco de jardim dentro de um sanatório sem saber como ocupar o tempo.
Diz o zoófilo:
- E aí, vamos transar com um gato?
Então diz o sádico:
- Vamos transar com um gato e depois torturá-lo!
E diz o assassino:
- Vamos transar com um gato, torturá-lo e depois matá-lo!
Diz o necrófilo:
- Vamos transar com um gato, torturá-lo, matá-lo e depois transamos com ele outra vez!
E diz o piromaníaco:
- Vamos transar com um gato, torturá-lo, matá-lo, transar com ele outra vez e atear-lhe fogo! Segue-se um silêncio, todos olham para o masoquista e perguntam:
- E aí?
E diz o masoquista:
- Miau!